Multidão densa de indivíduos próximos, mas subjetivamente separados

Multidão densa de indivíduos próximos, mas subjetivamente separados é um estudo sobre o autorretrato e a encenação. Coletei por quase um ano descrições em perfis de sites de relacionamento, buscando mapear todas as formas como um eu pode existir e como muitas pessoas podem ser iguais, mas diferentes. É também a forma como um indivíduo se coloca esperando ser um alguém que um outro deseja. Acredito que cada descrição, além de uma projeção, é também uma forma de autorretrato, é ao mesmo tempo textual e fotográfico, pois ele lhe direciona a imaginar um indivíduo único e plural, criando assim uma série de camadas de personagem, que podem ser qualquer um assim como o personagem de Luigi Pirandello em “Um, nenhum, cem mil”. Um homem em crise que se percebe sendo muitas pessoas diferentes, um para cada um, que ele se relaciona. O recorte que proponho são mulheres, entre 18 e 60 anos, onde é possível identificar questões de gênero, papel social da mulher, forma como ela se coloca para o mundo, percebendo diferenças culturais, classe social, interesse pessoal etc.

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